|
Sexta-feira, Fevereiro 26, 2010
Por motivos técnicos (o serviço de comentário aqui, agora é cobrado.) fui obrigada a fazer um blog novo.
Deixarei de escrever por aqui.
Quem quiser o endereço novo, é só pedir.
Atendo telefone, email, orkut, facebook, twitter e até formspring.
beijo!
posted by Mayra at 12:23:10 AM
Terça-feira, Fevereiro 23, 2010
Talvez eu volte de mais um dia de trabalho ainda com vontade de viver
Talvez um dia eu esteja descendo aquela ladeira que já descemos e subimos tantas vezes
E talvez eu te encontre jogado na sarjeta com o nariz sangrando
Talvez seu corpo esteja mole e pesado e você quase inconsciente e talvez isso não me intimide
Talvez eu resolva te levar pra casa pra cuidar de você
Talvez a gente suba para casa com alguma dificuldade
E talvez eu tire toda a sua roupa e te coloque embaixo do chuveiro, afim de tirar a energia que vem lá de fora
Talvez eu fique por um tempo, admirando seu corpo nu e molhado
Talvez eu limpe com algodão e água quente o sangue que escorre incontidamente do seu nariz
Talvez você tente falar obrigado, mas talvez não consiga porque a sua boca, talvez esteja machucada também
Talvez eu imagine isso e sorria, por você, por esse meu carinho tão de graça, talvez eu simplismente te ajude a colocar uma roupa
E talvez eu te deixe deitado dormindo na minha cama enquanto eu, sorrateiramente procuro algum lugar em minha própria casa para poder dormir
Talvez eu te trate como hóspede mesmo que talvez você já tenha bebido comigo em casa tantas vezes
talvez eu consiga dormir depois de um dia cansado
talvez eu não ligue ao perceber que você chutou o meu gato de pelúcia amarelo para fora da cama
talvez eu nem ligue pro fato de imaginar que no minimo, neste momento, você está sonhando com alguma loira vagabunda que você comeu nos últimos tempos
Talvez ainda assim, eu fique contemplando o seu sono, talvez eu sinta vontade de transar
talvez eu pense que neste momento, há outros caras em condições melhores caso, eu quisesse mesmo transar
talvez eu tome um banho e talvez eu prepare um café
talvez eu intuitivamente, prepare um café com o que você gosta
Quem sabe talvez não tenha um resto de café Melita no armário?
talvez eu ligue o radio, acenda meu incenso himalaia e me sinta menos sozinha
talvez eu pense em ir pro trabalho e te deixe sozinho na minha casa
e talvez eu volte e perceba que algo sumiu, alguma coisa além de você
talvez você tenha levado algum dos meus livros ou alguma coisa de menor valor, tipo algum dos meus bichinhos de vidro
Mas talvez eu fique em casa,
talvez você acorde ao me escutar abrir as janelas
talvez eu sente na cama ainda em silêncio
e talvez você coloque a cabeça em meu colo e talvez você conte os seus problemas
talvez a gente passe mais um tempo em silêncio
mas talvez o meu cachorro goste da sua música
talvez a gente saia para a rua e talvez você vá embora
Talvez eu sinta vontade de te beijar, mas talvez eu não faça isso
talvez eu siga meu caminho
Mas não é por causa de tudo isso
que eu vou achar que um dia você talvez aceite o meu carinho
e seja capaz de sentir-se acolhido pelo meu abraço.
posted by Mayra at 12:41:42 AM
Segunda-feira, Fevereiro 22, 2010
Acordo de bom humor. Tenho gostado das segundas-feiras. Olha esse plural, tá certo?
Gostado talvez pelo fato das segundas, neste momento, estarem representando começos e finais de ciclos.
E hoje eu acordo de bom humor, porque parece que o ano está parcialmente começando.
Parcialmente não porque já passou o carnaval, mas sim porque o sol está em Peixes. E Peixes é o último signo de zodíaco, portanto, estamos no fim da transição.
Onde vamos ver o que fizemos e vamos fazer. O ano começa no final de março pra mim, quando o Sol entra na casa 1, ou seja áries.
Resolvi que o meu ano começa assim. Percebi que começo muitas coisas na casa 1. Muitas coisas em áries. Você pode me achar louca e achar astrologia uma bosta e se questionar porque alguém se preocupa com isso.
Bom, se você não acha o auto-conhecimento importante, não sou eu que vou te convenver. Tem pessoas que são impossíveis de se convencer em alguns assuntos, correto?
E por falar em astrologia. Tenho estudado meu mapa astral. Comecei por ele. Depois vou me aprofundar no assunto. Eu vim de um ano de estudo.
As vezes eu acordo e ja penso: hoje tenho que estudar o que mesmo? Será que já acabei aquela lição de biologia? - ou até mesmo: "Merda onde está a minha apostila 4?".
Isso me leva a crer que eu tenho que continuar com estudos, para o meu cérebro não parar. Tenho dificuldade para concentração, se eu não me forçar, não consigo fazer nada.
O meu cérebro não tá daquele jeito de bom, mas já chegou o resultado de um dos meus exames para constatar se tenho o disturbio e pelo encefalograma não há anomalias no meu cérebro.
Isso me acalmou até. Porque o outro exame que tenho que fazer custa 250 reais e eu não tenho esse dinheiro. Neste caso a minha DDA vai ter que esperar um pouco.
Ela tá esperando. Já que eu não tenho estudado tanto, ela anda escondida. Quando voltar, começo a juntar moedas para pagar o exame.
Tô acabando com o meu café da manhã, hoje comi um mamão com cara de bucetinha e depois fiz a vitamina. Até que hoje o gosto da semente de maracujá não apareceu tanto.
Mas eu coloquei uma banana gigante e muito açucar, ou seja, talvez não adiante a semente cortar a gordura se eu consumi todas essas coisas.
E aí escrevo e tomo a minha vitamina. Minha mãe não quer mais que eu coma de frente pro computador. Mas eu não vou respeitar essa regra.
Eu não queria que ela fumasse dentro de casa com as janelas fechadas mas ela o faz, então foda-se. Odeio ficar sozinha na cozinha, ao menos, se fico aqui, de frente para o computador, há a música ou alguém pra conversar.
E o dia começou. Minha mãe chegou do trampo, hora de almoço dela e agora vou ficar um pouco com ela. Ando apegada nela, ultimamente.
Depois eu vou cuidar da vida.
posted by Mayra at 1:44:45 PM
Segunda-feira, Fevereiro 15, 2010
Eu realmente não ando me reconhecendo.
Eu não tenho mais vontade de sair de casa. Eu odeio ficar aqui, mas por outro lado, o mundo lá fora me parece extremamente cansativo.
Eu tenho assistido televisão.
Há muito tempo que eu não conseguia mais me concentrar diante de uma televisão.
Os dias têm passado assim, tediosos.
Os dias têm passado. Enquanto eu fico de frente para a televisão.
Foi só mais um jeito que eu encontrei, para me sentir menos só.
posted by Mayra at 3:16:36 PM
Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010
A criança chegou perto daquele moço não querendo nada. Apenas pedindo um sorriso em troca de um malabarismo qualquer, na faixa debaixo do farol.
O moço bonito não só deu uma esmolinha, como puxou aquela criança pela mão e a levou para passear e conhecer um mundo novo, diferente daquelas ruas com asfalto na qual ela estava acostumada.
A criança fica sentadinha na porta do quintal, com aquela canequinha. Tentando advinhar quantas moedinhas terá ganhado até o final do dia.
E sabe aquele moço? É engraçado. Mas a esmolinha dele, parece não acabar.
A criança sorri. E abraça seu gato de pelúcia amarelo com medo do que pode acontecer.
Meu coração é uma criança toda suja, esfolada, que depois de levar tantos chutes na cara, não consegue mais bater.
Nem resistir a um gesto de carinho, uma esmolinha qualquer.
posted by Mayra at 12:22:29 AM
Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010
Janeiro passou tão rápido que eu nem senti, hoje começou fevereiro e o meu corpo está todo dolorido.
Ontem fomos numa "balada", gente, essa vida não é pra mim não....eu não tenho toda essa energia que os meus coleguinhas tem.
5hrs da manhã e a minha coluna já estava pedindo pelamordedeus pra voltar pra casa. A pior parte é dormir. Parece que o cérebro ainda ta mandando a mensagem do putz, putz.
E a minha nova dor de garganta. Ontem acordei de extremomal humor e pensei: "Bem que hoje eu poderia ficar doente". Dormi denovo e acordei cuspindo sangue.
É mole? Devo tomar mais cuidado com as coisas que eu penso. E bem que hoje eu poderia ficar rica, hehehehe
Minha vida tá bagunçada ainda. Não sei o que vai ser do meu 2010. Tô esperando sair os resultados do vestibular. Poxa, queria tanto passar numa faculdade pública! Torçam por mim, por favor.
Hoje eu preciso me organizar. Talvez eu consiga finalmente marcar os meus exames e ainda quem sabe assistir o novo Almodovar.
Vou cuidar da vida. Tem mais um dia lindo pra mim.
posted by Mayra at 2:53:26 PM
Quinta-feira, Janeiro 21, 2010
O problema é que depois de um tempo, eu desisto. Confesso que não sou muito insistente.
Eu fui mal acostumada talvez. Depois de um tempo, aprendi a não "correr atrás", que o motivo da corrida geralmente chega sozinho.
Eu não cobro uma insistência. Mas comigo o jogo é claro. Eu sou preguiçosa. Quer? insista! uma hora vai e se eu digo que vai, pode crer que vai mesmo.
E eu cansei de quebrar a cabeça com uns três casos. Tô desistindo de todos de uma vez só. Ah, chega.
Hoje o dia acordou propício. Melado e frio daquele jeito.
É um dia para eu bater meu toddy com farinha de maracujá e planejar uma nova empreitada.
Limpar a mente. Selecionar novas coisas para pensar. Trocar o cd do rádio. Acender minha nova caixinha de incenso.
Estou organizando os arquivos, uma hora ou outra, a gaveta torna-se abrir e o arquivo volta como foco. É assim sempre.
Mas por enquanto eu estou cansada. Tenho uma caralhada de coisas pra resolver.
Carallhada é uma palavra muito bacana. Quer dizer, muitos caralhos, muitas coisas. Pode querer dizer muitos homens também, e a partir de agora não quero mais que seja o caso.
Devo estar subjetiva. Alias, devo estar bem dramática por sinal. Eu sou água, tu pode imaginar.
Primeiro vou tirar este O.B., depois vou tomar meu café e depois...acho que vou arrumar meu quarto e tentar marcar os meus exames.
Tenho uma doença de cabeça e a minha cabeça não pode esperar. Precisa ser curada.
E os meus hormônios podiam me dar um tempo e o meu coração precisa se acalmar.
Mas os remédios para esses dois últimos andam escassos.
posted by Mayra at 12:24:49 PM
Quarta-feira, Janeiro 20, 2010
Tô nesse rolê agora:
http://www.formspring.me/mayramg
Achei legal as perguntas anônimas. Melhor que os caderninhos de enquete da minha época!
Ok, ninguém me acha interessante o suficiente para perguntar alguma coisa para mim. Mas como eu disse, lembrou os tais caderninhos!
E os anônimos que postam aqui, ficarão mais a vontade lá.
posted by Mayra at 12:39:21 AM
Terça-feira, Janeiro 19, 2010
Essa fada, essa fada.
Lá pelas tantas, ela pensou que aquele carro voltaria a ser uma abóbora e aquele moço voltaria a ser um camundongo.
Suas roupas bonitinhas voltariam a ser os trapos que ela costuma usar em casa.
Mas isso é coisa de conto de fadas. E esta garota não pertence a um conto de fadas.
Mesmo que tivesse que voltar antes da meia noite. O carro poderia continuar sendo um carro, mas o metrô concerteza iria fechar.
Não tinha como ela ser uma fada. Gordinha demais para caber dentro de um livro.
Além disso, seu par de all star sujo ainda permanecia grudado em seus dois pés.
Porque o príncipe jamais conseguiria chegar em sua casa.
posted by Mayra at 11:05:23 PM
Segunda-feira, Janeiro 18, 2010
A realização é um sentimento incrível. um gozo louco que mal percebe-se que chegou.
Demora tanto pra acontecer que demora tanto para dar-se conta de que aconteceu.
E podia acontecer sempre.
posted by Mayra at 10:41:02 PM
É uma estranha sensação essa, de estar num cinema lotado.
Quantas vezes ela não sentiu-se assim... No meio da multidão, entre tantas pessoas, no entanto sem ninguém.
Todos procuram sentar-se entre duas cadeiras vazias. Não existe essa tal coletividade. Essa tal coletividade é algo forçado por uma promoção de cinema.
Há tantas pessoas aqui, mas estou tão sozinha - foi o que pensou.
Nesse momento, a solidão tornou-se sua melhor amiga, alguém para dividir a pipoca, o suco de latinha e escutar em silêncio seus comentários sobre um filme bom.
posted by Mayra at 10:37:35 PM
O dia em que a garota se deu mal: a novela de três capítulos
Capítulo 1 – Sobre como as bolas começam a cair.
Não se lembra ao certo como tudo começou, mas este caso foi durante a noite.
Tomou umas cervejas numa noite insólita, com pessoas insólitas e voltou a praticar o esporte que aprendeu em meados de sua pré-adolescência.
Bilhar. O jogo maldito. Algum bom jogador disse "Olha, você me sinucou" e isso foi o bastante para que ela refletisse, chegando à conclusão de que bilhar é muito importante.
Bilhar exige técnica. Exige geometria e física, coisas na qual ela nunca conseguiu se expressar bem. Começou sem pretensão, nos botecos na vida, no momento da falta do que fazer.
Até que esse hobby passou a tomar conta de sua existência. Um vício tenebroso. Ao ver uma mesa de bilhar, ela passava a sentir calores e desejar cada vez mais a proximidade com aqueles tacos, aquelas bolas e aquela mesa de textura verde e o pózinho de giz azul, capaz de sujar toda sua roupa em segundos.
O movimento do giz na ponta no taco. O taco tocando as bolas que deslizam sobre a mesa, eram motivos para que a qualquer momento ela irrompesse o silêncio com a fatídica pergunta "Vamos jogar bilhar?".
Não havia momento ruim, nem adversário, nem dupla ruim, tudo era válido para saciar sua vontade.
Havia tempo e uma moeda. Com a moeda ela comprou a ficha. Com a ficha começou a jogar.
Partida dura. Depois de uma tarde inteira de conversas simpáticas e sorrisos. Ele perdeu. Ela queria que ele tivesse ganhado.
Mas ele escreveu dizendo que era necessário uma revanche. O quêeeee? Uma desculpa para ver o mocinho novamente, sem ter que inventar nada!
Pensou na solução de seus problemas. Tudo bem se no final do dia o mocinho não declarou a vontade de um beijo. Mas havia o bilhar e o bilhar possibilita revanche.
Ela iria viver feliz para sempre. Como num conto de fadas, onde há bebida, príncipes insanos, música da boa, filmes com sangue, jogos e sinuca.
Sim, essas características não pertencem aos contos de fadas. Talvez aos contos das safadas, como talvez seja o nosso caso, mas não das fadas, as bonitas, lindas, perfeitas.
Ela estava longe de ser uma princesa, meus senhores, embora esta adorasse os sapos.
Mas havia o bilhar e o bilhar possibilita revanches.
Capítulo 2 – Sobre como as bolas simplesmente param de cair.
A garota se deu mal. Uhu, como ela se deu mal!
Aqui se faz aqui se paga, é o que dizem, meus senhores! Os vícios fazem mal á nossa precária vidinha!
O moço do capítulo anterior pode permanecer no capitulo anterior mesmo. Parágrafo seguinte e rapaz seguinte também. Isto aqui é uma narrativa séria. Mesmo que não existam parágrafos de verdade, por aqui. É só pra separar bonito. A autora deste texto, diz não saber mexer bem com o Word. Bons tempos dos textos escritos á mão. Lembra dessa fase? Ditado. Parágrafo. Dois dedinhos. Letra maiúscula. Título: O dia em que aquela garota se deu mal.
E o nosso texto de hoje é assim:
Naquele dia, a garota se deu mal. O rapaz começou bem "Vamos tomar uma cerveja?". Bom sinal, atitude = 1 ponto.
Ficou tão feliz que fez a pergunta fatídica "Vamos num lugar que tem bilhar?". "Claro, conheço um lugar ótimo, blá blá blá...".
Conhecer lugares ótimos = 1 ponto. Procurou saber sobre o tal lugar. Cerveja barata e muitas mesas de bilhar. Ah sim, mesas profissionais.
Ainda assim, ela acreditava que seria um dia bom. Ao adentrar no carro, olhou á sua volta. Uma coisa comprida esticada no banco de trás.
"O que é isso?" ela perguntou temendo uma única e grande resposta que veio a seguir: "É um taco de bilhar".Sufocou um grito de desespero dentro de si. Quando foi na sua vida, meu querido leitor, que você encontrou um amiguinho que jogava mal e tinha um taco de bilhar?
Ela ainda tinha esperanças "Talvez o buraco da privada seja grande o suficiente para que eu possa escapar pela rede de esgoto".
Quando o moço pediu a cerveja que ocupa uma das primeiras posições em seu top 5, ela passou a amargar a já esperada derrota.
Depois de todos aqueles príncipes defeituosos tão abaixo da nota de corte, apareceu este rapaz, que pedia uma boa cerveja e levava a garota num bar de bilhar profissional.
Este não só estava á altura, como também, subia a nota de corte definitivamente, fazendo a garota pensar "Ó meu Deus, onde fica o convento mais próximo?".
Deu errado pra você filhinha. E nem preciso dizer que ela mal conseguiu encaçapar uma única bolinha naquela noite. Cerveja boa = 1 ponto. Profissional no bilhar = 1 ponto.
Era melhor ter ido ver o filme do Pelé, como dizia nosso amigo de infância, Chaves. Caso contrário, não teria que se preocupar ainda, com o horário de voltar pra casa.
Ah sim. Ainda tinha o rockabilly no rádio do carro. rockabilly = 1 ponto.
Capítulo 3 – Sobre as bolas que ficaram na mesa.
Chegou em casa e olhou para os seus bichos de pelúcia que a contemplavam de cima do guarda roupa."Senhor, quero os meus brinquedos de volta. O bilhar não deu certo. Meus sonhos desceram para o buraco junto com aquelas bolas que deslizavam sobre a mesa." Os bichinhos, aqueles velhos amigos, companheiros de tantas aventuras, por fim olharam em seus olhos como se dissessem “Você é uma fracassadinha, mesmo!”.
Ouvi dizer que a garota recebeu convites para jogar novamente e resistiu, aprendendo a chamar os próprios erros de aprendizado.
Fulaninha de tal, idade tal, pertencente ao grupo dos fracassados anônimos. Curando vícios. Uma semana e dois dias sem jogar bilhar. Uma semana sem lembrar que em algum momento da vida já foi dona da situação e soube o que fazer sob a presença de um rapaz.
E mais um dia. Que dia!
posted by Mayra at 3:52:33 AM
Domingo, Janeiro 17, 2010
Esse tal de rockabilly...
Tem um bar com pista de dança que toca o rock dos anos 50 e 60. Conheci ano passado, no aniversário de uma amiga.
Gostei muito por causa das músicas. Música da boa! Mas como a entrada é meio cara pro meu bolso, nunca mais fui.
Neste fim de semana combinei de encontrar a Thais e o Diogo para sair, porque faz muito tempo que a gente não faz nada.
Fomos nesse bar que eu me divirto muito. E sempre acontece algum episódio bizarro.
Ah, não sei, o que podemos esperar de um local que faz as pessoas acharem que estão de volta aos anos 60?
Chegamos lá e a banda (boa pra caralho.) já estava tocando e já havia ocorrido o momento "pegue seu namoradinho e aprenda a dançar com a gente".
Ainda lembro os passos que aprendi da outra vez. Depois da segunda música, torna-se monótono e aí eu passo a fazer releituras valendo tudo e muita cara de pau.
E as pessoas ficam olhando torto quando nós abrimos espaço na pista. Aconteceu isso. Começamos a dançar humildemente e as coreografias foram tomando grandes proporções até chegar na boca do palco. Lá estavámos nós arrasando na pista quando um cara do bar chamou um dos meus amigos de lado e falou "Olha, toma cuidado, as pessoas podem chutar vocês, é que a maioria deles aprendeu a dançar hoje e não tem noção de espaço, eles ainda são iniciantes".
Verdade. Depois da aulinha de dança do bar, aqueles passinhos quase forró viram lei. E os caras que imitam o Elvis e as garotas que vestem vestidos de bolinha que parecem embalagem de ovo de páscoa acham que isso é tudo na vida!
No intervalo do show da banda, começou a rolar as músicas de DJ, e aí tocou uma música da década de 80 que não era rockabilly. Era Soft Cell - Tainted Love. e as pessoas continuaram com os passinhos de rockabilly!!! ahahaha
ok, você pode falar: Mayra, estúpida, Stray Cats é da década de 80! ok. Mas Stray Cats é rockabilly. Importante saber diferenciar!
Como disse um amigo: "é uma cambada de café com leite que conheceu o rockabilly hoje e acha que sabe tudo". Pois é.
No entanto, ainda acho o tal bar bem melhor que muitas "baladas" existentes por aí. Apesar de tudo, toca música da boa! E é isso que importa.
Na hora em que o cara falou sobre "os iniciantes" que pra mim, na real, eram na verdade os frequentadores assíduos, eu fiquei sem graça em dizer que iniciante éramos nós. Eu na minha segunda vez de bar e os meus amigos na primeira.
Mas a gente é assim né. A gente relê e dá conta.
Por isso não ligo de não ter o vestido de bolinha moda do local e ter o dinheiro contadinho pra pagar minhas bebidas e a minha entrada.
Eu me divirto mesmo assim. É que eu sou só isso mesmo, fazer o que. Ainda não aprendi ser de outro jeito.
posted by Mayra at 12:02:43 AM
Quinta-feira, Janeiro 14, 2010
2009 foi um ano muito feliz principalmente na parte dos amigos.
Hoje eu tava bebendo e dando risada com os meus amigos do cursinho e me senti querida.
Puta sorte, a minha. No fundo, eu consigo estar rodeada de pessoas muito especiais.
Obrigada, Papai do Céu.
posted by Mayra at 1:05:47 AM
Domingo, Janeiro 10, 2010
Eu ia explicar que o post abaixo não é uma indireta e não contém especificações.
Isso quer dizer, escrevi a partir de um termo ("Chute na Bunda") que eu penso que é abrangente e aí, desenvolvi um textinho.
E isso não quer dizer que é um texto sobre pessoas específicas.
Eu ia explicar isso, depois de perceber o comentário abaixo.
Mas eu reli o texto e continuo achando que não há nada de indireto ou específico.
A não ser que você se julgue importante o suficiente para ganhar um post ou se ache mesmo a última bolacha do pacote.
As pessoas importantes são mencionadas aqui sim (Quando há coincidência de assunto) e tem o nome delas publicado.
Eu não escrevo indiretas pra ninguém aqui. Isso aqui é um diário de cotidiano democrático, onde eu escrevo o que eu quero e quem quer lê.
O que me interessa são assuntos híbridos que possuam camadas de interpretação e reflexão e não o que as pessoas fazem ou deixam de fazer.
Isso aqui não é um blog de homenagens para se falar de pessoas, tampouco um correio elegante ou garoto de recados.
Por favor, vamos amadurecer um pouco, antes de deixar comentários estúpidos por aqui. Meus leitores não são obrigados a presenciar esse tipo de lavagem de roupa suja.
posted by Mayra at 1:51:11 AM
|